Mercado & Cotações – 19/05/2011
Mercado desacelera, mas mantém estabilidade
O crescimento da demanda por carne suína nos maiores centros de consumo do país, não aconteceram como os produtores esperavam. Historicamente, o período seguido ao Dia das Mães é responsável por atingir uma alta na venda de animais e também uma elevação do preço do quilo do suíno vivo, mas desta vez a demanda pela proteína não se aqueceu e os valores de venda não apresentaram reações. Para muitos estados produtores a demanda pela carne não teve o aumento esperado e os preços seguiram em queda na maioria das regiões.
Em São Paulo, a entrada de animais vindos de diversos estados produtores que não estão conseguindo cobrir os custos com a venda local, acaba afetando diretamente o bolso do produtor paulista. Segundo dados do Cepea e da Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS), agentes relataram entrada de animal vivo e também de carne de outros estados no mercado, deixando a oferta bastante superior à demanda. Por isso, no mercado interno as cotações seguem sem grandes alterações, se comparado a semana anterior. Na bolsa de suínos o valor acordado para a venda de animais foi de R$ 2,56 o quilo do suíno vivo.
Para os produtores do estado do Mato Grosso o cenário tem se apresentado desfavorável. Nessa semana, o quilo do suíno vivo foi comercializado a R$ 2,15 segundo a Associação de Criadores de Suínos do Mato Grosso (Acrismat), que aguarda uma retomada dos preços para as próximas semanas. Os suinocultores do Sul do país também aguardam a recuperação dos preços. Depois um ano de expectativas otimistas e recuperação no setor, o Rio Grande do Sul apresenta queda nos preços de venda do quilo do suíno vivo. Conforme dados da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), atualmente os produtores estão recebendo em média R$ 2,42 pelo quilo do suíno vivo.
O mesmo cenário acontece em Minas Gerais, com o quilo do suíno vivo sendo vendido a R$ 2,65, valor R$ 0,20 menor que na semana anterior. A expectativa é que a reação do mercado e aumento da demanda para que os produtores mantenham os custos de produção e a rentabilidade equilibrados, segundo a Associação de Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG).
ABCS

