Bem-Estar Animal

Enquanto no Brasil ainda não existe uma legislação definida sobre bem-estar animal, o assunto caminha para completar seu primeiro jubileu na Europa. É fácil entender a origem da dificuldade de percepção, a partir do Brasil, da importância que os consumidores europeus emprestam ao assunto. Porém, uma coisa é certa: esse tema terá cada vez mais peso decisório em operações comerciais de carne suína envolvendo a Europa e os Estados Unidos. 

O debate sobre bem-estar animal começa exatamente no ano de 1964, quando Ruth Harrison lança na Inglaterra o livro “Máquinas-Animais”. A obra foi produzida para denunciar os métodos então utilizados na produção animal. Dessa forma foi introduzido na sociedade inglesa o questionamento sobre a forma como os animais de produção eram criados e como a qualidade da carne é afetada em conseqüência. 

Em função da repercussão do livro, o governo inglês nomeou uma comissão para investigar as denúncias, liderada pelo médico veterinário Rogers Brambell. Em 1965, foi divulgado o que ficaria conhecido como relatório Brambell, que girava em torno das dificuldades de se avaliar o bem-estar animal devido à falta de parâmetros claros e consensuais.

Em 1967 foi estabelecida a “Comissão de Bem-estar de Animais de Produção” (Farm Animal Welfare Advisory Committee – FAWAC), que deu origem, em 1979, ao “Conselho de Bem-estar dos Animais de Produção” (FAWC). O FAWC ficou internacionalmente conhecido ao divulgar as chamadas “Cinco Liberdades”, que constituem a referência mínima para várias legislações: 

  1. Livres de Fome, Sede e Desnutrição.
  2. Livres de Desconforto.
  3. Livres de Dor, Injúria e Doença.
  4. Livres para expressar um Comportamento Normal.
  5. Livres de Medo e Estresse negativo. 

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