Suinocultura em foco 2012

Preço do suíno tem valorizado na maioria das regiões do País

Preço do suíno tem valorizado na maioria das regiões do País


O volume de carne suína in natura embarcado pelo Brasil voltou a aumentar em abril. O total de 41 mil toneladas de carne in natura foi 2% superior ao de março, conforme dados da Secex. Já na comparação com os meses de abril de anos anteriores, o volume embarcado em 2012 é o menor desde 2006, quando foram exportadas apenas 26,50 mil toneladas, devido aos focos de febre aftosa bovina no segundo semestre de 2005 em Mato Grosso do Sul e Paraná. Além do volume, também os preços da carne suína brasileira para exportação estão baixos para um mês de abril, em termos reais. A média do último mês foi de R$ 5,08/kg, ficando acima apenas da média de abril de 2011, que foi de R$ 5,02/kg - preços deflacionados pelo IPCA de abr/12; foram analisados preços desde 2004.

Nos últimos sete dias, entre 03 a 10 de maio, o preço do suíno tem valorizado na maioria das regiões do País, refletindo em variações positivas em quatro dos Indicadores do Suíno Vivo CEPEA/ESALQ. A valorização mais intensa foi verificada em Minas Gerais, de 6,4%, onde o vivo foi comercializado na média de R$ 2,49/kg na última quinta-feira, dia 10. O Indicador de São Paulo e Rio Grande do Sul, tiveram leves aumentos em sete dias, passando para a média de R$ 2,22/kg, variação de 0,9% e R$ 1,97/kg, variação de 0,5% nesta ordem, na quinta.

No Paraná, o Indicador recuou 2,9%, com o quilo a R$ 2,02, e em Santa Catarina o preço permaneceu estável, com média a R$1,97/kg.

Quanto à carcaça negociada no atacado da Grande São Paulo, a média de preços caiu 3,1% entre as últimas quintas-feiras, com o quilo da carne indo para R$ 3,50 no dia 10.

 

Fonte: CEPEA/ESALQ
Publicado em 17/5/2012

 

Crise da Suinocultura: Representatividades se unem para auxiliar o setor em SC

Crise da Suinocultura: Representatividades se unem para auxiliar o setor em SC

 

Sem fôlego para respirar, a suinocultura segue enfrentando dias e meses de dificuldades. Para unir forças, a Associação Catarinense de Criadores de Suínos e a Associação dos Municípios do Alto Uruguai Catarinense reuniram as principais representatividades da região. A preocupação com a suinocultura é unânime entre os municípios. “As crises estão freqüentes e isso traz prejuízos não apenas para os produtores, mas para toda a economia”, descreve o presidente da Amauc, Aldair Rigo.

Os prefeitos da Região do Alto Uruguai Catarinense, maior produtora de suínos do país, afirmam que os incentivos em âmbito municipal são conquistados, mas é preciso mais um apoio maior. “Nos últimos anos, observamos uma realidade triste na produção de suínos, o que está em nossas mãos conseguimos desenvolver através de incentivos nas propriedades, mas vai além, todos os governos precisam ajudar”, destaca o prefeito de Concórdia, João Girardi.

A união entre as representatividades visa o fortalecimento do setor e a sensibilização do governo. “Um exemplo claro da crise pode ser visto em Xavantina, capital per capita de suínos, em que a maioria é produtor independente. Por lá, as dificuldades são tantas que toda a economia sentirá os efeitos da falta de rentabilidade da suinocultura”, acrescenta o prefeito de Xavantina, Ari Parizotto.

Com a reunião, as representatividades elaboraram um documento solicitando novamente ao governo, depois de um ano, ações emergenciais e futuras.

Emergenciais:

Milho modalidade PEP (Prêmio de Escoamento de Produção) no valor de R$ 8,00/Saca SC

Isenção do ICMS Interestadual (60 dias para leitões até 30kg).

Ações a curto e médio prazo

Incentivo para a construção de silos para armazenagem de grãos, com juros subsidiados pelo governo, com apoio das prefeituras através de associações comunitárias ou núcleo de suinocultores;

Acompanhamento do plantel e produção de suínos no estado para que não haja excesso produção;

Manter estoque permanente de milho no estado para que possa atender a demanda;

Incentivar o consumo da carne suína nos órgãos estaduais e nos municípios.

E maior atenção e aprovação dos projetos:

Projeto de Lei, nº 8.023/2010, de autoria da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, onde dispõe sobre a Integração Vertical na agropecuária e estabelece condições, obrigações e responsabilidades nas relações contratuais entre produtores integrados e agroindústrias integradoras.

Projeto de Lei do Senado, nº 330/2011, de autoria da Senadora Ana Amélia, que trata da Integração Vertical na agropecuária. Esses dispositivos têm como objetivo regular e normatizar a relação entre produtores integrados e agroindústrias. A aprovação desse PLS, assim como do PL 8.023/2010, trará benefícios para toda a cadeia produtiva, aumentando a eficiência das relações contratuais e promovendo ainda mais o Brasil como referência na suinocultura mundial.

Projeto de Lei, nº 7.416/2010, de autoria do Senador Valdir Raupp, que trata da inclusão da carne suína na pauta de produtos amparados pela Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), evitando, assim, que a volatilidade do preço dos insumos possa inviabilizar a produção de suínos (como o milho, por exemplo, que saiu de R$15,00/saca 60kg para R$32,00/saca 60kg em algumas regiões do País).

Outro assunto abordado durante o encontro com os prefeitos foi o SUASA - Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária. Uma parceria que está sendo constituída com a AMAUC, projeto que já está em andamento e caminha a passos largos. De acordo Roberto Kurtz Pereira - Secretário Executivo AMAUC, os municípios tem muito interesse na proposta. “ O SUASA será uma forma de fortalecer as pequenas agroindústrias e esta parceria com a ACCS irá contribuir com o processo” finaliza.

 

Fonte: ACCS
Publicado em 15/5/2012

 

Concentração de frigoríficos mobiliza criadores do MT e MS

Concentração de frigoríficos mobiliza criadores do MT e MS

 

Pecuaristas do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul se mobilizaram ontem (14), em Campo Grande (MS), para buscar medidas de contenção ao processo de concentração da indústria frigorífica no País. Os criadores de bovinos estão preocupados com o esvaziamento da concorrência no setor, em que apenas três empresas controlam um quarto da capacidade de abates do País.

Os líderes do encontro, em carta, atribuíram à política de crédito do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) o principal motivo pelo fechamento de mais de dez frigoríficos de pequeno e médio portes, nos últimos três anos, e o avanço das grandes companhias do ramo em direção ao monopólio. Receberam apoio de pecuaristas do Pará e de São Paulo.

O movimento de concentração se intensificou nos últimos anos, principalmente no Mato Grosso, onde o grupo JBS, que recebeu pelo menos R$ 10 bilhões do BNDES, passou a deter 48% de participação de mercado, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Em 2009, a empresa tinha 14%.

O pecuarista Maurício Tonhá, do Vale do Araguaia (MT), disse que a região está "dominada pela JBS". Ele acusou a companhia de ter adquirido plantas frigoríficas de concorrentes apenas para desativá-las, concentrando a produção. De modo que, hoje, o criador do Vale do Araguaia está próximo de sete frigoríficos, dentre os quais, cinco pertencentes à JBS e quatro desativados (dois destes, de outras empresas).

"As indústrias menores estão sendo agredidas, com apoio do BNDES", afirmou Tonhá. O financiamento público aos projetos de expansão dos grandes frigoríficos é alvo de críticas entre os pecuaristas. "Com isso, temos vendido um número maior de animais em pé. Todos temos sido pressionados pelo preço", afirmou Tonhá.

"O que está acontecendo é que estamos entrando num ciclo de baixa de preços", observou o especialista em pecuária da consultoria Scot, Alex Lopez Silva. "Mas há também uma questão simples de mercado: reduzindo a concorrência, fica mais fácil controlar os preços", reconheceu, em referência direta à concentração dos frigoríficos. "O problema é maior no norte do Mato Grosso", disse. Procurados pelo DCI, JBS e Marfrig preferiram não se pronunciar.

Dados da Scot indicam que a capacidade de abate da indústria frigorífica brasileira se concentra na mão de três companhias: JBS (16%), Marfrig (7,2%) e Minerva (2,8%). "Nos últimos dias, a JBS arrendou plantas em Rondônia e no Mato Grosso, e há especulação de novas compras planejadas", afirmou Silva.

"A concentração vem ocorrendo em todo o País", reforçou o gestor Carlos Garcia, do Imea. "No Mato Grosso, que tem o maior rebanho e o maior número de abates, percebe-se mais", completou. O estado tem um rebanho com 29,2 milhões de cabeças (quase 50% do contingente brasileiro) e 39 frigoríficos registrados (12 fora de atividade). "Houve grande expansão da capacidade frigorífica do estado, superando a oferta do rebanho, num movimento anterior a 2008", analisou Garcia.

No ano da crise mundial, enquanto a Sadia e a Perdigão se fundiam, tornando-se a BR Foods, com forte presença no Mato Grosso, a JBS iniciou sua própria expansão no estado. Com a aquisição de frigoríficos, que antes lideravam a produção regional, a companhia chegou ao topo do ranque e viu desaparecer alguns nomes de frigoríficos tradicionais, como Quatro Marcos.

Em 2009, a capacidade de abate da JBS havia chegado a 12,2 mil cabeças por dia. Três anos depois, está em 18,3 mil. A concorrência, nesse período, só fez diminuir-se. Mesmo grandes companhias, como a Marfrig e a BR Foods, se mantiveram estáveis em participação de mercado (10% cada). Das 19 plantas adquiridas pela JBS, 13 operam.

Para Silva, da Scot, dois fatores podem limitar a expansão das redes frigoríficas. O primeiro deles é o próprio governo, por meio do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O outro limitador é a própria ociosidade das plantas. Como apenas 20% do rebanho são destinados periodicamente ao abate, o excesso de plantas frigoríficas forçaria as empresas a manter partes operacionais inativas - o que, de certa forma, é feito pela JBS.

 

Fonte: DCI
Publicado em 15/5/2012

   

Nos últimos sete dias, o preço do suíno tem valorizado na maioria das regiões do País

Nos últimos sete dias, o preço do suíno tem valorizado na maioria das regiões do País

 

O volume de carne suína in natura embarcado pelo Brasil voltou a aumentar em abril. O total de 41 mil toneladas de carne in natura foi 2% superior ao de março, conforme dados da Secex. Já na comparação com os meses de abril de anos anteriores, o volume embarcado em 2012 é o menor desde 2006, quando foram exportadas apenas 26,50 mil toneladas, devido aos focos de febre aftosa bovina no segundo semestre de 2005 em Mato Grosso do Sul e Paraná. Além do volume, também os preços da carne suína brasileira para exportação estão baixos para um mês de abril, em termos reais. A média do último mês foi de R$ 5,08/kg, ficando acima apenas da média de abril de 2011, que foi de R$ 5,02/kg - preços deflacionados pelo IPCA de abr/12; foram analisados preços desde 2004.

Nos últimos sete dias, entre 03 a 10 de maio, o preço do suíno tem valorizado na maioria das regiões do País, refletindo em variações positivas em quatro dos Indicadores do Suíno Vivo CEPEA/ESALQ. A valorização mais intensa foi verificada em Minas Gerais, de 6,4%, onde o vivo foi comercializado na média de R$ 2,49/kg na última quinta-feira, dia 10. O Indicador de São Paulo e Rio Grande do Sul, tiveram leves aumentos em sete dias, passando para a média de R$ 2,22/kg, variação de 0,9% e R$ 1,97/kg, variação de 0,5% nesta ordem, na quinta.

No Paraná, o Indicador recuou 2,9%, com o quilo a R$ 2,02, e em Santa Catarina o preço permaneceu estável, com média a R$1,97/kg.

Quanto à carcaça negociada no atacado da Grande São Paulo, a média de preços caiu 3,1% entre as últimas quintas-feiras, com o quilo da carne indo para R$ 3,50 no dia 10.

Indicadores de Preços do Suíno Vivo CEPEA/ESALQ

Carcaça

Comum

MG

SP

PR

SC

RS

SP

03/mai

2,34

2,20

2,08

1,97

1,94

3,58

10/mai

2,49

2,22

2,02

1,97

1,95

3,50

Var. Semanal

6,4%

0,9%

-2,9%

0,0%

0,5%

-3,1%

Preço recebido pelo produtor (R$/Kg), sem ICMS

 

Fonte: CEPEA/ESALQ.

Para mais informações, acesse: www.cepea.esalq.usp.br/suino

Publicado em 14/5/2012

 

Acrismat busca recursos emergenciais com o CONDEL em Brasília

Acrismat busca recursos emergenciais com o CONDEL em Brasília

 

A Acrismat apresentou na última sexta feira (04.05) um plano emergencial de solicitação de crédito para amenizar a crise dos Suinocultores em Mato Grosso. O pedido foi entregue para o conselheiro do Estado de Mato Grosso no Condel/FCO, e secretário adjunto da SEDRAF, Luiz Carlos Alécio, responsável por apresentar as demandas do Estado nas reuniões do Conselho Deliberativo do Fundo do Desenvolvimento do Centro-Oeste (CONDEL/FCO), que aprovam os programas em Brasília.

O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) é um fundo de crédito tem com objetivo de contribuir para o desenvolvimento econômico e social da Região Centro-Oeste, mediante financiamentos direcionados às atividades produtivas, voltados aos setores econômicos industrial, agroindustrial, agropecuário, mineral, turístico, comercial e de serviços.

No Plano emergencial a Acrismat pede a retenção das matrizes e a abertura de uma linha de crédito de custo para o suinocultor, com uma carência maior para o pagamento. Segundo o presidente da Acrismat, Paulo Lucion, que acompanhou a reunião, a apresentação foi positiva. “Agora devemos esperar 30 dias, para que aconteça à votação e a aprovação deste projeto que vai beneficiar os suinocultores”, contou o presidente.

De acordo com o conselheiro do Estado de Mato Grosso no Condel/FCO e secretário Adjunto de Agricultura, Pecuária e Abastecimento da Sedraf, Luiz Carlos Alécio, responsável por conduzir a reunião, ressaltou que a medida tem grandes chances de ser aprovada. “O plano emergencial foi apresentado, esperamos que os produtores possam estar inseridos no programa de financiamento e com prazos maiores de carência”, comentou o conselheiro.

CRISE NO SETOR - Os preços pagos ao suinocultor não evoluíram e todo o setor passa por uma grande desvalorização em cadeia. Os custos de produção que subiram substancialmente agravam a situação do suinocultor mato-grossense. Atualmente, o preço médio no estado de custo de produção por quilo de suíno produzido é de R$2,25, já o preço médio de venda praticado chega a R$1,60. O que resulta num prejuízo de R$0,65 centavos por quilo.

 

Fonte: ACRISMAT
Publicado em 8/4/2012

 

 


   

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